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Procura Avançada
GovInt - Referencial para a Promoção do Envelhecimento na Comunidade


Numa estratégia de colaboração, onde o trabalho em rede é cada vez mais valorizado, partilhamos a publicação "Referencial GovInt para a Promoção do Envelhecimento na Comunidade", desenvolvido no âmbito do Forum para a Governação Integrada, pelo Grupo de Trabalho coordenado por Mário Rui André e com direção de Sérgio Cintra, numa edição da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

De acordo com o "Referencial",  a governação integrada (GovInt) é "o processo sustentável de co-construção, desenvolvimento e manutenção de relações interorganizacionais que visa garantir a coordenação e gestão de processos colaborativos de abordagem integrada".

Pedro Moura Ferreira (ICS) refere-se, na nota final, à dupla valência do documento que pretende "por um lado mostrar que os desafios que o envelhecimento coloca às sociedades exigem respostas múltiplas mas integradas em termos de ação; por outro, que essas respostas devem comungar de um paradigma comum: a governação integrada".

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Partindo da leitura deste Referencial, e independentemente do mesmo ter sido elaborado específicamente para a questão do envelhecimento na comunidade, podemos extrapolar os principios, processos e metodologias, adaptando-as às restantes questões sociais das comunidades. Assim, o estabelecimento de redes colaborativas entre os atores locais (organizações de diferente natureza e diferentes setores de intervenção) que permite às partes interessadas reunir e partilhar recursos, experiências e conhecimentos, carecem de uma co-construção de processos colaborativos que conduzam a uma abordagem integrada às questões para a sua implementação. É nesse ambiente colaborativo que potencia o desenvolvimento das redes, com visões e objetivos comuns, dispostas a partilhar recursos, informação e conhecimento no desenho e implementação de atividades e processos que visam soluções integradas para a comunidade, num processo de aprendizagem continua.

 

Colab4.jpgNestes processos, torna-se essencial capacitar os atores locais na área da colaboração, aumentando o acesso ao conhecimento sobre as áreas em questão, desenvolvendo o pensamento crítico na abordagem às diferentes perpectivas académicas, colaborando com instituições educativas (universidades e agrupamentos escolares), partilhando boas práticas, promovendo a inovação e a criatividade, as "ideias fora da caixa", reconhecendo erros e insucessos e ainda acompanhando e avaliando o desenvolvimento do trabalho na perpectiva da melhoria continua e, se necessário, redefinição de objetivos.

 

Colab2.jpgAs estratégias colaborativas acabam muitas vezes por falhar quando nas comunidades ainda não estão criadas estas condições básicas necessárias para a implementação de programas complexos. Deve assim ser previamente elaborada uma análise e diagnóstico do contexto territorial, de forma aberta, participativa e dinâmica uma vez que a co-construção da visão, principios e valores que devem conduzir as políticas integradas constitui um pré-requisito fundamental para a implementação de relações interorganizacionais colaborativas. Entenda-se que a comunidade deve participar na construção dessa visão comum, que também deve integrar as diferentes prioridades institucionais e organizacionais, e que, pela sua ampla expressão de cidadania, seja resistente a alteração de políticas conjunturais.

 

Imagens: "Referencial GovInt para a Promoção do Envelhecimento na Comunidade", Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, abril 2019.


   
    
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Última Actualização em: 22-10-2019